Acabei de chegar de uma viagem longa. Mas não estou em casa, estou em uma cidade incrível e tão antiga. Volto semana que vem. Mas se houvesse um Deus do amor, eu lhe escreveria a seguinte carta:
"Caro Deus do amor, primeiramente muito obrigado pelo amor que colocou em mim. Um amor tão puro, tão profundo e que me dá vontade o tempo todo de ficar fazendo carinho na pessoa amada. Obrigado por ser tão agradável pensar nela, lembrar de momentos gostosos, e essas coisas todas que um homem faz quando ama de verdade uma mulher. Poxa, gentil soberano, como é bom esse sentimento que graciosamente me concedeu. Um amor que, sinto isso, atravessará vales, montanhas, mares...enfrentará os maiores obstáculos e dificuldades, mas perdurará até a eternidade. Um amor que não vê beleza, mas a pessoa como um todo. Um amor que, quando a amada estiver enferma, estará ali ao lado, de prontidão para ajudá-la em tudo, e que poderá servir até de muleta se for o caso. Enfim, Deus do amor, obrigado por ele. Mas gostaria de lhe pedir a gentileza de também colocar na pessoa amada esse mesmo amor oras bolas. Não é justo um só sentir amor, sentir saudade, e ter desejos por outra pessoa. Nisso o senhor pisou na bola. Mas me também me disseram que o senhor nunca erra. Então por que diabos (desculpe pelo diabos) o senhor tá fazendo isso comigo? Deve ter uma certa explicação, né? Pois bem, se é para valorizar esse amor, saiba que já sei muito bem o seu valor. Agora chega de sacanagem comigo e manda esse cupido dar uma boa flechada na bunda daquela moça lá. Ah, e diga pra esse cupido também dizer pra ela que quando ela me amar, como eu a amo, que eu vou dar uma palmadas nela. Hummm, ah, é melhor não dizer isso não. Na verdade queria sufocá-la de tanto beijo e carinho. Mas, porra Deus do Amor, não faz mais isso não. Não é todo mundo que ama por esse mundo. Eu tô reclamando sim. Conserta isso logo vai. Valeu."
É, passando por uma cachoeira, me ocorreu essa carta. Então a fiz.
Escrito por Mauro Cassane às 11h58
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